sábado, 9 de novembro de 2013

proceed to party

A brisa deste inverno tão feroz rapta me as palavras , o frio intenso solidifica me os lábios, sinto me incapaz de expressar.
A essência que aspiro ser, um lobo selvagem domesticado, e sim é bom ter um lar, mas a minha fera interior quer fugir.
O controlo animal classificou a minha espécie como perigosa, cortaram me as unhas e ensinaram um numero absurdo de novas regras de etiqueta! Querem me tirar a louca que habita em mim, mas a prol de quem sou  senão apenas essa louca?
Não tenho os segundos organizados, nem lugares predestinados, não predisponho os momentos que  decorrem, não controlo os acontecimentos, esses instantes é que formam a criatura que sou.
As tentações, as atitudes que não é suposto ter, as palavras que não são suposto serem pronunciadas, desafiam me, conspiram contra mim, atentas à espera de um vacilo da minha respiração, de uma falha das minhas inconsistentes certezas.
É que, não sei se estas a perceber, existe em mim uma dualidade enorme, uma guerra que me divide, dentro de mim, eu quero estar quieta mas gosto de me mexer, eu quero me mexer mas gosto de estar quieta, percebes?

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

what if somehow I really do?


Se num gesto de loucura eu aproximasse os meus lábios dos teus e te beijasse?
Se deixa se o meu odor em ti? Se a minha voz te soasse como o som mais doce, que já ouviste?
Se te envolvesse nos meus braços e te apertasse contra mim?
Se te olhasse nos olhos e esvaziasse a tua mente ocupando-a unicamente com o meu nome, o meu sorriso? Se te prometesse o mundo, o sempre e o arco-íris depois da tempestade?
E se eu simplesmente te ignora-se?
Talvez depois de todas estas situações conhecesses o estado de loucura a que me levaste e  temesses a lucidez que me roubaste.

sábado, 26 de outubro de 2013

alias era mais bonito.



a existência do meu ser não faz de todo sentido, e é algo como desnecessária.
O meu corpo lançado numa via rápida, no tempo em que eu assimilasse a dor, a cor da velocidade e o vento bruto da passagem de um carro contra mim e fosse um fim, construía a minha ultima memória nesse preciso instante e o meu empecilho de ser deixaria de existir, ficariam bem.
Podia ser neste exacto momento, acho que daria uma contribuição maior não contribuindo, alias nem sequer existindo.
As palavras são me dirigidas como tiros, e todas as vozes me apontam algo, como se nada em mim estivesse correcto, apercebendo me assim da incapacitada que sou, deveria morrer.
É a solução mais simples e lógica que me faz crer no sentido de algo.
Ou morrer no mar, coexistir o meu ultimo instante em harmonia e embebida na natureza, talvez o faça.
São estes os meus pensamentos mais sombrios e os meus desejos mais secretos...desculpa por aquilo que sou e não deveria ser, aquilo que deveria ser e não sou.


terça-feira, 13 de agosto de 2013

desejos incorrectos

és a cor predilecta da cegueira, o som favorito do silencio, o livro favorito dos analfabetos, um rascunho por editar. 
Uma folha escrita com cem palavras e noventa e nove erros, e a palavra escrita correctamente 
é o teu nome!
Que tamanho de nódoa tornas te tu nas minhas vestes!
Quero me libertar, tudo directo para lavandaria! 
Gostava de ser inundada de sentimentos bonitos e promessas infunda-veis.  

sábado, 10 de agosto de 2013

Menina pequenina

O estranho Senhor Azul discursou sobre o pensamento dele sobre mim.
" Continuas a mesma menina perdida, os teus olhos tem o transtorno da bondade de uma criança que tem o conhecimento do sofrimento momentâneo existente nas ruas.
A malícia corrente transpõe a tua capacidade de compreensão de  como cabe tanta crueldade num coração.
O teu doce timbre, oh tua inocente voz, as palavras que pronuncias derramam o sangue das tuas angustias!
Ainda tão pequena, e inconsciente, ou sobrevives ou irás ter uma bela morte poética!"

domingo, 21 de julho de 2013

algum cliché


Sinto me perdida na minha própria cidade, avançam rostos desconhecidos na minha direcção, o meu café  esta  frio e não acho as mortalhas!
Desconhecido por desconhecido  , que seja  um desconhecido novo!  Viajei até ti, mais rostos incógnitos passeiam ao meu lado.
Mas tão longe de casa, assim que os nossos olhares e gargalhadas se cumprimentaram, a minha alma alojo-se naquele  lugar que parecia ser tão familiar devido à tua presença.
Minha alma condenada a  mil anos de espaço e tempo de distancia, uma reclusa dos caprichos do destino,  vagueia assim sem  sentido.
Espero que se volte a  repetir, que a  sensação de estar em casa  volte(s) para mim, eu gosto tanto de estar perto de ti :') .