domingo, 29 de maio de 2011

if the sky was green and you was naked?




Quero ter o peso de uma nuvem, para poder voar, e se eu fosse uma nuvem?
Poderia fazer por mim fluir gotas e aguaceiros para acordar a humanidade que há tanto anda a dormir, podia desaparecer em dias de sol, e contribuir no mais belo processo da natureza, o arco-íris.
Poderia ser razão pela qual anseiam e dão valor ao fim da tempestade.
Alimentaria a sede de animais e plantas selvagens que sem a presença do homem sobrevivem.
Seria uma força da natureza impossível de controlar, invadiria dias de verão e faltaria a dias de inverno, choveria em corpos semi-nus postos ao sol estendidos sobre grãos de areia em pleno Julho.
Assistiria a muitos beijos, abrasados que nem o mau tempo tem poder de travar a troca do salivar de boca para boca e o entrelaçar apaixonante das línguas dos intitulados donos do beijo.
Seria uma nuvem de agua doce, e inconveniente.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Desconhecido.

Encontramos nos então, cara a cara, olhos nos olhos e os lábios alinhados, forçados a dizer a verdade, que só o abafo do som da nossa voz escondia, e os nossos olhos denunciavam.
Ao por a verdade no som da nossa voz, uma grande claridade nos embateu, o chão por baixo de nós abriu, e cai-mos e cai-mos e cai-mos no desconhecido, sem saber se a queda era mortal, fizeste as borboletas do meu estômago voar, e a queda transformou se num voou em busca do desconhecido.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

why can't i marry with a dark chocolate bar ?


Mentiste com toda a força que o vento soprou as tuas palavras, ao passares ao meu lado é o chão que aparece no teu campo de visão. Tapaste todas as estrelas e escondeste me o sol.
Prometes te me a lua, e roubaste me o brilho dos meus lábios, mordeste e arrancaste as quentes cores de outono que eles possuíam, deixaste me pálida, e com uma constipação fungosa de alergias, alergia ao ar que tu expiras, e as coisas que não conseguiram ser imunes ao teu toque.
E culpo-te, culpo-te pelo mar derrubar cada grão de areia de um castelo singelo construido por mãos ágeis da doce e pequena idade, culpo-te pela transgressão que fazes do teu ser, e culpo-te por cada queda, cada espirro, cada movimento em falso eu culpo-te.

sábado, 21 de maio de 2011

Se eu tivesse que escrever a letra de uma canção seria algo assim


I could be your sunshine, your summer
I could be the reason why you wish the spring come but i will be the bird you can't catch
I will be the freedom you want but you will never reach

I could be your dream but i will be your nightmare
I could be your happiness but i will be your pain

This is not a revenge, i just love when you cry
and when you beg for me to come back
and when i put such sad expression on your face i just love to see

I could be your dream but i will be your nightmare
I could be your happiness but i will be your pain

and in the end i will laught at your face
and tell you came seven broken promises and seven broken dreams late
late
you came late

quinta-feira, 19 de maio de 2011

When anything goes right.......... goes left


Desejava ser um pássaro, ou um desenho animado, viver na selva ou no oceano.
Se o mundo fosse meu, o igual seria diferente, o individual seria universal, correr seria voar, e cair seria aterrar, os loucos seriam sábios, sonho seria realidade, realidade seria sonho, a chuva seria chocolate, o chão almofadas e todos nós seriamos desenhos animados.
Moraria no teu abraço, me esconderia nos teus bolsos, e desabafaria com os teus botões.
Se tivesse um único desejo, tornava toda gente em desenho animado.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Promises are made to be broken


Tento prender te pelas palavras mas escorres me como pequenas gotas de água por toda a pele que reveste o meu corpo, numa corrida a favor da gravidade embates no chão e com a ajuda do sol evaporas para longe, com toda a ajuda da mãe natureza és me levado, não porque queiras fugir mas porque te moves na direcção que o vento sopra e te deixas levar pela maré.
Faço promessas sobre o azul, o amarelo e o magenta, ensino-te o laranja, o verde, os claros e os escuros, mas esboças tudo a cinzento.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

I know, nothing lasts forever but can i ask for some more?

Eu desenhei, tu riscas-te por cima, arrancaste e amarrotaste a folha e num movimento brusco e repentino encetaste-a no lixo.
Começas-te um novo desenho, eu corrigi-o à minha maneira e tu apagaste todas as pequenas alterações que fiz, não deixas-te um único traço, um único apontamento meu, simplesmente designaste-te a passar solenemente uma borracha, sem pedires desculpa ou qualquer tipo de licença.
Aboliste todas as minhas ideias, mas querias usar todas as minhas cores. Usufruíste da tua ousadia e utilizaste o meu caderno e trazias contigo as tuas próprias regras.
Pegaste em todos os meus lápis como fosses senhor deles, afiaste-os até a ultima apara de vida deles, folheaste e riscaste todas as folhas que aquele caderno possuía, deixaste lá todas as tuas memórias e foste embora.