domingo, 21 de abril de 2013

Algo sem nome





Foste um animal
A chuva trousse te até mim
mas o sol apareceu e os dias aqueceram
e tu sumiste entre as ondas de calor
Só posso pedir por mais uma noite de inverno
quando me aquecias como um cobertor de lã
com afago em cada dedo
mas foste um selvagem
uma criatura da noite
sedento pelo aroma de morangos sivlestres.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Soluços de criação

 
A minha inspiração lirica apenas se envolve com as palavras quando me sinto nauseada de viver, de respirar e falar. As epocas em que uma caixa de comprimidos eram uma personificação de um colorido e delicioso saco de gomas!
No entanto a minha doce existencia esta soberba de felicidade, e a vontade de escrever escorrega me pelos dedos, pingando o meu pensamento, um suor de criatividade causado por ti.
Algo em ti que desperta em mim, um arrepio, um calafrio bom de se ter.
Despertas a poetisa escondida em mim, no teu silencio encontro os versos que perdi.
E nos cliches de romances, o teu cheiro perfemou as minhas mãos. Elevando-as de encontro à minha respiração sinto a tua presença.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Memories... ouch.

A dor é algo curioso.
 A vontade que o nosso corpo liberta de transpor os nossos sentimentos à flor da pele numa forma de lágrima  tão natural e primitiva, é um processo magnífico.
Primeiramente a dor acentua no crânio mais precisamente nas zonas laterais, aquecendo as orelhas e estendendo esse calor para as bochechas e subitamente o nosso globo ocular emerge num lago translúcido de água salgada.
O meu ilustre e rebelde coraçãozinho decidiu ser actor e fazer teatro. Está louco e convencido que é um deposito de água e queixa-se! Reclama de estar de deposito cheio de lágrimas oprimidas e contidas dentro de mim que eu guardei. Que a manutenção tem ferrugem, e que os parafusos da instalação cardíaca chiam como uma chaleira ao lume.
Será possível que eu tenha um coração mal disposto? Que aperta, com saudades de loucura e da expressão viva de amor, do puxão pela cintura agressivo e repentino contra o corpo de alguém e depois com os lábios molhados de ternura, um beijo.
Eu temo, porque eu tenho saudades, não de ti nem de alguém mas deste sentimento tão bonito que o meu coração carência. mas não aceito ficar junto só por ter medo de ficar só.

sexta-feira, 1 de março de 2013

suicídio fictício




As luzes do carro estavam ali mesmo à minha frente, o carro vinha na minha direcção mas as minhas pernas não se moviam. O meu corpo simplesmente queria ficar ali, naquele instante, contra a velocidade rodoviária.
Mas a voz de alguém me despertou, foi como se o teu timbre activa se o meu sentido de reacção e gosto à vida .
Sinto me livre, tenho coração vazio, mas mesmo assim quando dás a graça da tua aparição, o meu corpo bombeia álcool em vez de sangue, e anestesias me.
Sinto um aperto de saudade, essa vagabunda, que vai e volta quando quer! Bem que podia ficar na vadiagem para sempre, porque sinceramente ela doí.


domingo, 17 de fevereiro de 2013

-Eu gosto de quando estou sozinha.

A sensação da plena isolação do mundo exterior é algo simplesmente sensacional.
Colocar os auriculares em cada orelha , aumentar o som até ao seu limite máximo e sentir a musica a bombear dentro de nós, como pequenas explosões de timbres por todo o interior do nosso corpo.
Cada acorde um pensamento perdido a divagar por montanhas e riachos da nossa imaginação.
O ser humano tem a necessidade de estar acompanhado, de ter alguém, mas por alguma razão eu sinto me confortável no vazio, sozinha.
Sentada no muro mais alto do castelo, de pernas cruzadas, respirando fundo de olhos fechados e uma enorme sensação de agrado, de calma, me invade.
Ter tempo de saborear o fluxo do vento, de ouvir o silencio e gostar.


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Tudo o que há dentro de mim

Os meus sentimentos explodem, uma enorme bomba explosiva oprimida corre me no sangue,eu gosto, gosto muito, muito de ti, as palavras escorrem me pelos dedos como uma enorme mancha de tinta.
Meu olhar pela janela capta um vazio, a rua esta deserta, as luzes estão acesas e eu sinto por mim, por não ser tão humana o quão gostava de ser e sinto pela natureza pela beata que atirei pela janela.
Desculpa natureza.
Desliguei o aquecedor , e sinto o frio, na esperança de sentir, sentir algo!
No prédio, que se encontra à esquerda da minha janela, está uma desconhecida a recolher a roupa do estendal.
Sinto me fraca, tão fraca e frágil em tantos sentidos, onde está o desconhecido da minha salvação?
Iras chegar tarde demais e tudo o que há de humano em mim morrerá, apressa te desconhecido.
Tenho menosprezado as verdadeiras sensações, não passo de um criança assustada e carente que se agarra à sua boneca cor de rosa , contraindo os dedos e arranhando com tanta tristeza que está dentro de mim.
Sinto o frio nas bochechas, os meus lábios estão gelados, os meus dentes rangem , agora está justo, o meu psicológico está igual ao meu físico.
Porque é isso que transporto dentro de mim, uma alma gelada e pálida que treme por todos os lados.
Faço me acreditar no refugio reconfortante que a palavra esperança nos dá.
Liguei o aquecedor.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Em conflito com a liberdade e nós.




Se o silêncio fossem palavras, o meu discurso seria tão bonito.
A minha voz seria o timbre mais doce, os gritos seriam mudos e a poesia eterna.
É no silêncio das tuas palavras que fico nostálgica e deixas me doente.
A cura, a humidade dos teus lábios a conjugar com o toque no meu corpo, e um enorme lapso de harmonia.
Ambos gostamos, mas nenhum dos dois está disposto abdicar da nossa protegida e bela liberdade.